9.3.10

that´s as it might be

tus cercanías para más
fue aprender a interpretar
ese lenguaje del gesto esquivo
hecho para indicar
tu andar como una señal ética
los brazos vení posá
de reincidente en el descanso

luego hubo una herida en los párpados
daño hasta en la intención de mirar
oclusiones noche tras noche
y la manutención del silencio
tengo este mandato
habito la casa con arterias de plomo
revestidas sin verse
imperceptibles pérdidas rasgan
cabo a rabo de lo sólido
por la noche ya baldean

de enceguecerme
calara lo íntimo del ojo en sus mil partes
fuera el braille el consuelo de mis codos
ante las yemas de los dedos
que a la altura de las circunstancias
insensibles a otra cosa que lunares
de los tuyos preferibles

desde que te fuiste
escribo esto que lo otro
más que nada metáforas
pomposas con intención
me leyeras y digas qué lindo
fuera volver

8 comentarios:

Anónimo dijo...

me encantó

Anónimo dijo...

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princesaperonista dijo...

la palabra pomposa
nunca mejor usada

Ivan dijo...

Ségio!
Más que antología, haré um diccionário, esos de bolsillo, solamente con poemas tuyos!

Un beso y un abrazo,

Ivan

po(br)esía dijo...

Sou um homem, sou um bicho, sou uma mulher
Sou a mesa e as cadeiras deste cabaré
Sou o seu amor profundo, sou o seu lugar no mundo
Sou a febre que lhe queima mas você não deixa
Sou a sua voz que grita mas você não aceita
O ouvido que lhe escuta quando as vozes se ocultam
Nos bares, nas camas, nos lares, na lama.
Sou o novo, sou o antigo, sou o que não tem tempo
O que sempre esteve vivo, mas nem sempre atento
O que nunca lhe fez falta, o que lhe atormenta e mata
Sou o certo, sou o errado, sou o que divide
O que não tem duas partes, na verdade existe
Oferece a outra face, mas não esquece o que lhe fazem
Nos bares, na lama, nos lares, na cama.
Sou o novo, sou o antigo, sou o que não tem tempo
O que sempre esteve vivo
Sou o certo, sou o errado, sou o que divide
O que não tem duas partes, na verdade existe
Mas não esquece o que lhe fazem
Nos bares, na lama, nos lares, na lama
Na lama, na cama, na cama

Mauro Kwitko: Mal necessário

Paula dijo...

Bue-ní-si-mo!
Cariños, Sergio.

Livy dijo...

Me encanto ! Bueno !

Anónimo dijo...

bella poesía

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promiscuo es el Señor, yo sólo soy un instrumento de su gracia