9.5.08

regalo gaúcho

Eu digo Sergio como quem redescobre a fraternidade

Rodopio desembrulhado
que já era presente em sua fúria
de não ter destino
as mãos que seguravam meu queixo
para não baquear as idéias cheias de você
e da sua vinda

Agora, que alternativa me cabe
senão dar a você
a mão do menino que amei
e uma amizade de ciranda,
um silêncio de esganado
e uma chuva de riso?

Sou o caçula de quatro irmãos,
e vem você, assim de temporão,
e tira meus privilégios de mimado nessa casa,
mas eu não brigo, não acho ruim
e os meus brinquedos e presentes te dou
e todas as sanhas dos meus despojos

E à noite, quando ninguém vê,
vou à cabeceira do seu berço
e te ensino como quem aprende
uma antiga canção de ninar:
eu canto e digo seu nome,
eu digo 'Sergio' como quem redescobre a fraternidade.

Ivan El Paulista

2 comentarios:

Anónimo dijo...

no supe donde dejar mi comentario y agradecimiento, asi que lo dejo aqui sin hacer referencia al Paulista...
Es sabado y medio dia. Extraño los amarillos fritos de mi abuelo. Que cosa esto de remontar recuerdos al compas de la acordona. Supe con que alegria bailaba en corrientes cuando era conscripto. Mis pies lo intentan chamameceando? aqui "en mi casa"...

GRacias SE

po(br)esía dijo...

F
Qué lindo que la música genere un vínculo, ya con la memoria si no es otra gente.
A mi me recuerda a mi abuela creyendo que cantaba sola, como la escuchaba yo detrás de un armario. Con esa soledad de abuelo que le suavizaba la voz.
Gracias a vos F! Gracias por el gracias!
s | p

(pd: espero compartas tus poesías, estás invitado a hacerlo acá)

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promiscuo es el Señor, yo sólo soy un instrumento de su gracia